Falta chegar ao conselho

2019-05-10T12:42:00-03:0023 março, 2011|Estratégia Corporativa|

Nos últimos vinte anos, os profissionais de RH escalaram o organograma das empresas e conquistaram espaço nas decisões estratégicas. A área deixou de ser um reduto operacional para ter voz ativa nas organizações.  Mas ainda existe um outro campo a ser explorado, quando o assunto envolve os conselhos de administração.  De acordo com a reportagem da revista VOCÊ RH (revistavocerh.abril.com.br/noticia/especiais/conteudo_559658.shtml), a trajetória, embora de sucesso, não está totalmente completa quando se observam os conselhos.

Para ilustrar a inércia da situação, a reportagem cita um estudo da consultoria Booz & Company, realizado em parceria com o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC). O levantamento demonstrou que praticamente não houve mudança de percepção sobre a importância do tema ao longo dos últimos oito anos.

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Foram ouvidos 117 presidentes de conselho, conselheiros de administração, diretores-presidentes e diretores de relações com investidores de empresas com controle nacional e faturamento anual superior a 200 milhões de reais. Apenas 30% dos respondentes consideraram que o item “fator humano” deve estar entre as principais atribuições de um conselho de administração, ante um índice de 29% apurado em pesquisa semelhante realizada em 2003.

Uma porta de entrada para os conselhos pode ser aberta com a formação de comitês de RH, aponta a reportagem. Um fenômeno que já pode ser notado com mais ênfase no Brasil, pois 95% das empresas ouvidas pela pesquisa da Booz afirmaram possuir comitês de assessoramento, o que significa abertura de campo de trabalho para especialistas em RH dispostos a atuar como conselheiros. A perspectiva é de que o RH ativo nos conselhos colocar o fator humano à frente das decisões sobre fusões e aquisições, códigos de conduta e até nos planos de contratação e demissão.

Para transpor essa porta, não basta uma sólida e bem-sucedida carreira na gestão de pessoas em grandes empresas. É preciso também ter conhecimentos de finanças, contabilidade, aspectos jurídicos, gestão de crise, controle de riscos e do mercado nacional e internacional, exigência feita a qualquer conselheiro para que possa participar efetivamente de todas as discussões e cumprir a contento o papel que lhe cabe.

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