Políticas, para que políticas?

2021-02-01T14:46:03-02:004 fevereiro, 2019|Gestão de Pessoas|

Muitas empresas, ao longo de seu ciclo de crescimento, passam por um momento de profissionalização. Esses negócios via de regra foram criados por empreendedores com uma ideia na cabeça, muita coragem e determinação para o trabalho. Dessa forma, eles trabalharam duro por anos para o crescimento e consolidação das políticas de sua empresa.

Durante anos, esses homens fizeram de tudo em suas empresas. Colocavam todos os chapéus, da produção ao marketing, passando pelo financeiro e o RH, decidiam tudo. Assim, na correria do dia-a-dia, mantinham vivos e coerentes a missão, visão e valores de sua organização.

Heroicos, venceram e seus negócios cresceram, contrataram outras pessoas em postos de lideranças. Posto que por mais que esses empreendedores trabalhassem o dia fica pequeno para tantas decisões, orientações e acompanhamentos. Muitas pessoas, muitos problemas. A realidade se impõe, e forçam eles  a delegar autoridade para tomar decisões para outras pessoas. O único jeito de sobreviver e crescer.

Com o aumento de líderes na organização, por mais atento e cuidadoso que o empreendedor possa ter sido ao contratá-los, começa a se instalar por assim dizer, pesos e medidas diferentes para tomada de decisões, e algumas delas podem começar a sofrer interferências pessoais e diferentes das que tomariam o empreendedor, podendo ser inclusive, incongruentes à missão, visão e valores da organização.

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Entre estas decisões, as de maior risco para cultura da organização, são as decisões sobre a gestão de pessoas. Neste sentido, se torna necessário a implantação de mecanismos reguladores e orientadores, alinhados a missão, visão e valores.

Assim surge a necessidade das normas e procedimentos, ou políticas que venham orientar os comportamentos das lideranças nas organizações.

As políticas

Devem antecipar situações cotidianas nas organizações de modo a orientar os tomadores de decisões. Sendo assim, estabelece alçadas e limites de autoridade sem, contudo, engessarem o crescimento da organização. Devem difundir e conhecer por todos, lideres e liderados contribuindo para o tratamento igual à todos e impedindo favorecimentos e decisões pessoais desalinhadas da cultura organizacional.

Nas organizações profissionalizadas, encontramos políticas em todas as áreas, mas principalmente para as relações de trabalho, tais como: Política de Remuneração, Política de Benefícios, Politica de Avalição de Desempenho, Política de Treinamento, Política de Concessão de Veículos, Política de Viagens, Política de Reembolsos, Política de Férias, Política de Transferência Funcional, Política de Demissão, Política de Contratação, Política de Promoção, entre outras. Toda situação em que possa existir a possibilidade de favorecimento por escolha pessoal, caberá uma política que oriente o tratamento igual para todos.

E na sua organização, existem políticas, estão atualizadas?

Texto produzido por Fernando Curral e Carlos Eduardo Oliveira da People Right, Parceira SER em implementação de Gestão Estratégica de Remuneração.

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