Saúde e segurança: como se preparar para voltar ao trabalho presencial

2020-11-19T14:59:20-02:0029 outubro, 2020|Gestão de Pessoas|

Desde março, quando foi decretada a pandemia do novo coronavírus, a vida e hábitos das pessoas se transformaram de forma repentina. Deixar de apertar as mãos, manter a distância entre as pessoas, isolamento social, uso constante de álcool em gel, passaram a ser a nova rotina de milhões de pessoas. Assim deverá ser a rotina e os cuidados com a saúde e segurança dos colaboradores para voltar ao trabalho presencial.

O mercado de trabalho sofreu grandes impactos provocados pela doença. Sendo assim, para manter suas atividades, as empresas precisaram se adaptar ao novo mercado. Será preciso ter um cuidado maior com a saúde e segurança. O home office, modelo que enfrentava resistência em diversas empresas, foi uma alternativa adotada por muitas empresas para se manterem de portas abertas e reduzir a circulação de pessoas nas cidades.

Mas, nem todo tipo de trabalho pode ser realizado a distância e há, ainda, aqueles que estão ansiosos pelo retorno ao convívio social. Sendo assim, é necessário a manter a limpeza dos mais diferentes espaços. Priorizar a higiene, a saúde e segurança sanitária, são tendências que continuarão com ou sem crise.

Ainda não temos a previsão de quando todas as pessoas poderão voltar aos ambientes de trabalho e sentar lado a lado, visto que, a vacina está prevista somente para 2021. Vale ressaltar que algumas empresas já começam a planejar como vão organizar o escritório para o retorno às atividades, ainda que parcialmente.

Veja nesse artigo algumas dicas para preparar a sua empresa para retornar as atividades com segurança.

Retomada das atividades

O home office se tornou uma ótima opção para muitos segmentos do mercado de trabalho. Mas por outro lado, algumas empresas encontram dificuldades para manter o modelo. A saúde mental e motivação do colaborador passaram a ser uma preocupação das organizações nesse período de pandemia.

Devido à orientação e decisão de cada município, a flexibilização e reabertura das empresas depende do local onde a organização está localizada. O setor de Recursos Humanos precisa estar atento aos cuidados e orientações dos órgãos competentes para retomar as atividades com segurança e não causar insegurança nas pessoas.

Sendo assim, o ideal é que as empresas retornem gradativamente com seus colaboradores ao local de trabalho. Desta forma, seria possível manter o distanciamento social nos primeiros dias e também daria tempo para empresas analisarem o comportamento e a produtividade dos colaboradores.

De acordo com as recomendações, a principal preocupação é manter o distanciamento e entender que o trajeto do colaborador ate a empresa deve ser considerado. Dentre as opções é possível flexibilizar o horário das jornadas de trabalho, alternar os dias de ida até o escritório, evitando horários de pico e exposição ao risco de contaminação.

Como se preparar para o retorno?

Neste processo de reabertura e flexibilização das empresas, os colaboradores devem se sentir seguros em relação às instalações e que seu bem estar será priorizado. Para auxiliar as organizações nessa demanda, respeitando o “novo normal”, separamos algumas dicas. Veja a seguir.

1. Desenvolva um protocolo de segurança

Em primeiro lugar, esse é um dos quesitos mais importantes para a retomada das atividades. É preciso reestruturar todo o ambiente para receber os colaboradores de forma segura. Uso obrigatório de máscara, espaçar as mesas para manter o distanciamento entre as pessoas, disponibilizar álcool em gel por toda a empresa, afixar orientações de higiene e limpeza, janelas sempre abertas para a circulação do ar, limpeza reforçada dos postos de trabalho, medição da temperatura, entre outros.

As empresas que não adotarem os novos regulamentos poderão, possivelmente, enfrentar reclamações e fiscalizações, além de exporem seus colaboradores ao risco de contrair a covid-19.

2. Retorno gradativo

O ideal é que os colaboradores não retornem simultaneamente. Além disso, uma boa opção é flexibilizar as jornadas de trabalho, dividindo a equipe por turnos e priorizar o retorno daqueles que possuem veículo próprio. Aqueles colaboradores que fazem parte do grupo de risco devem permanecer na modalidade de home office, evitando exposição ao risco de contaminação.

Pessoas que apresentarem sintomas da doença ou que tiverem contato com pessoas com a confirmação da doença, devem ser aconselhadas a permanecer em casa por ao menos 14 dias.

3. Comunicação ativa com a equipe

Com o retorno ao escritório, assim como foi no home office, é importante manter uma comunicação sempre ativa com a equipe. Não é indicado colocar os colaboradores em uma sala para fazer comunicados ou reuniões. O ideal é conversar com a equipe, mantendo cada um na sua própria mesa ou por videoconferência.

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Vale ressaltar que é essencial que os gestores se preocupem com o sentimento que o colaborador tem em relação ao retorno. É normal ter sentimentos de medo, insegurança nesse momento. As pessoas necessitaram de um tempo para se adaptar a nova realidade. É fundamental que a empresa transmita saúde e segurança para todos.

4. Faça o registro dos acontecimentos

A pandemia da Covid-19 foi uma situação nova e inesperada. Documentar as ações e medidas tomadas para proteger a segurança das pessoas na empresa é muito importante na reabertura após a quarentena. Além de servir de exemplo de ações em momentos de crise, muitas empresas podem sofrer fiscalizações pelos órgãos responsáveis. É uma forma da organização se resguardar legalmente e comprovar todo o cuidado e prevenção realizada nesse momento.

5. Orientação

Por fim, oriente todos os colaboradores sobre as medidas preventivas contra o coronavírus, não somente no ambiente organizacional, mas também fora do trabalho. Quanto mais informação as pessoas tiverem, mais elas se conscientizarão da doença e de como vencer esse momento tão delicado. As pessoas precisam entender a importância de se cuidar. Precisam ter uma consciência de que isso é uma necessidade para toda sociedade.

O momento pede ação, empatia e planejamento. Não é possível expor os colaboradores a um risco de contaminação. É hora das organizações praticarem o zelo, buscando minimizar o impacto e insegurança das pessoas.

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