Quais os tipos de treinamento e como escolher o melhor para o seu negócio

2019-05-16T10:13:51-02:0012 abril, 2018|Educação Corporativa, Estratégia Corporativa|

O treinamento é um importante catalisador para o sucesso organizacional. Todavia, é preciso conhecer os diferentes tipos de treinamento e como aplicá-los na empresa. Confira!

Muito se fala sobre treinamento e sua importância para ajudar o negócio a crescer e desenvolver talentos. Contudo, você sabe quais são os tipos de treinamento que existem e como escolher o que melhor se encaixa na sua empresa?

Com a evolução da gestão de pessoas nas corporações, o treinamento deixou de ser apenas uma forma de passar conteúdo teórico.

Podendo ser realizado de diversas maneiras, hoje serve para desenvolver pessoas a fim de melhorar seus comportamentos e incentivá-las a serem cada vez melhores naquilo que se propõem a fazer pela empresa e pela própria vida profissional.

Pensando na importância do assunto, elaboramos este artigo para você. Aqui você conhecerá os tipos de treinamento e entenderá como escolher o melhor para o seu negócio. Continue a leitura e fique por dentro do assunto.

Boa leitura!

Uma visão holística sobre treinamento e desenvolvimento

Um estudo realizado pela ABTD (Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento) apontou que o investimento em treinamento e desenvolvimento (T&D) diminuiu entre o ano de 2016 e 2017.

No ano passado, o volume de horas de treinamento foi 4,5% inferior ao registrado no ano anterior, passando de 22 horas anuais para 21 horas, em média. Foram ouvidas 738 empresas, nacionais e multinacionais, de cinco setores (administração pública direta, comércio, indústria, organização sem fins lucrativos e serviços).

Essa redução é um retrocesso e, certamente, pode prejudicar o desempenho das organizações. Sem profissionais capacitados, é provável que o número de erros, problemas e acidentes cresçam no ambiente de trabalho.

Então, para ajudar você a escolher o treinamento certo, apresentaremos neste post alguns dos tipos mais comuns de treinamento: workshops, treinamentos convencionais em equipe, universidades corporativas e jogos online.

Para simplificar, o conteúdo foi dividido em dois grupos: os treinamentos convencionais e os não convencionais (mais inovadores e menos praticados no mercado).

Os treinamentos convencionais aplicados na empresa

Esses treinamentos são conhecidos pela maioria de nós que já passou alguma vez por um treinamento corporativo. São técnicas mais tradicionais, aplicadas há anos e, para algumas corporações, continuam dando bastante certo — principalmente em empresas nas quais a burocracia costuma ser maior.

Um reflexo disso está na pesquisa do Panorama do Treinamento do ano passado. Ela indica que, no Brasil, o treinamento presencial ainda é campeão e representa 56% de todos os treinamentos. Diferentemente do que muitos imaginam, as empresas que mais investem em T&D são as pequenas.

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Veja os treinamentos mais convencionais:

Programa de trainees e estágio

Os programas de trainee e estágio também são formas de desenvolver capital humano. Os futuros colaboradores terão um planejamento cheio de treinamentos que poderão ser aplicados direto no dia a dia com o auxílio de outros profissionais de mais alto nível.

Aqui, tem-se a oportunidade de desenvolver um funcionário de acordo com seus princípios e valores — assim, ele poderá crescer com a empresa. O tempo de um programa de trainee pode variar bastante, chegando facilmente aos dois ou três anos.

Palestras convencionais

A palestra é uma das formas de treinamento mais populares e aceitas, pois é flexível, de curta duração e envolve valores acessíveis à empresa. Na maioria das vezes, são indicadas para atualização profissional, mas podem ter caráter motivacional.

Nas palestras são discutidas boas práticas de atuação, que poderão ser úteis tanto internamente quanto fora da firma. Uma grande vantagem é que, na maioria das vezes, os instrutores possuem bastante experiência e conhecimento teórico.

Cursos regulares e presenciais

Cursos são programas mais completos, que desenvolvem diversos conhecimentos nos profissionais envolvidos. Contudo, também exigem mais tempo e disponibilidade de locomoção, visto que podem exigir meses ou anos de dedicação.

São focados normalmente na atualização profissional, com matérias mais teóricas, sem muita prática. É importante que o colaborador se dedique não apenas nas horas de estudo — mas fora dela também — e se esforce para aplicar a teoria no dia a dia.

Pílula de inspiração diária

Outro método de aprendizagem organizacional é a pílula de inspiração diária. Ela consiste em frases que podem ser colocadas em uma caixa e, aleatoriamente, retiradas pelos funcionários. São úteis para motivação, alinhamento e capacitação.

Em organizações mais modernas, as frases são enviadas para o celular corporativo. Logo, a disseminação de determinada informação torna-se ainda mais fácil, beneficiando a empresa, a comunicação interna e o relacionamento com as equipes de trabalho.

Programas de multiplicação

Imagine que uma empresa do Pará precise enviar seus funcionários para um treinamento em São Paulo — ou vice-versa. Os custos são elevados e nem sempre compatíveis com a realidade financeira da firma. Por isso surgiu a multiplicação.

Nessa modalidade, apenas dois ou três profissionais são enviados para o workshop, palestra ou curso presencial. Em seguida, os mesmos são responsáveis por criar uma apresentação e multiplicar o conhecimento adquirido dentro da empresa, mantendo o restante da equipe atualizada e competente para agir de forma estratégica.

Os treinamentos não convencionais usados no trabalho

Se por um lado há empresas que gostam da formalidade de alguns treinamentos, outras já preferem mudar e apostar na inovação. Na pesquisa da ABTD, é possível observar que o treinamento e-learning/EAD (a distância) está crescendo.

Estima-se que 16% das empresas usem o treinamento a distância — número que vem crescendo a cada ano. Há, ainda, o treinamento no local de trabalho — comumente chamado de In Company —, já adotado por 19% das empresas.

O mais interessante é que, dia após dia, a criatividade para fazer treinamentos que engajem e envolvam os colaboradores é colocada em teste e novos formatos aparecem. Destes, vários são treinamentos que não envolvem o auxílio de um professor ou um guia — modalidade conhecida como “autotreinamento”.

Veja alguns dos treinamentos não convencionais que estão dominando as empresas:

Universidade Corporativa

Grandes empresas costumam adotar a universidade corporativa porque ela não apenas qualifica, como também incentiva o colaborador a pensar de uma forma diferente e a aplicar isso no trabalho.

A empresa ganha vantagem competitiva quando seus funcionários têm aprendizado permanente, quando desenvolvem meios de alavancar novas oportunidades, entrar em novos mercados globais, criar relacionamentos mais profundos com os clientes internos — e, principalmente, externos — e impulsionar a organização para um novo futuro.

Gamificação

Na era da tecnologia, muitas empresas estão usando jogos totalmente personalizados para capacitar, desenvolver e analisar seus colaboradores. Assim, elas conseguem envolver e engajar os profissionais ao longo do processo de aprendizagem.

As tecnologias podem ser simples como jogos no celular em formato de quizz, ou até mesmo ambientes complexos com diversas fases, avatares e interação com os colegas no mundo virtual. Aqui, o interessante é juntar diversão com aprendizagem organizacional.

Treinamentos colaborativos

Uma modalidade de treinamento que cresce é o colaborativo. Ele consiste em aproveitar o capital intelectual que está dentro da empresa — afinal, cada funcionário possui um conjunto único de conhecimentos, habilidades e experiências que pode compartilhar.

É possível pedir para que o analista de sucesso do cliente fale sobre “5 passos para o atendimento impecável” ou, ainda, para que o gerente de projetos faça uma apresentação sobre “como gerenciar o tempo e fazer mais com menos”.

A verdade é que não há limites: os mais variados assuntos podem ser discutidos pelos próprios funcionários. Além disso, pode-se estimular a participação, o comprometimento e o autodesenvolvimento na empresa.

Mobile learning

Diferentemente do e-learning, o mobile learning é uma técnica que visa dar “pílulas” de conhecimento, pois o treinamento é feito direto apenas no celular, então exige um tempo menor para a realização das atividades. Entre outras inúmeras vantagens está o fato de que essa é uma das modalidades que crescerá muito nos próximos anos.

Nessa modalidade o treinamento costuma ser mais dinâmico e pode contar com vídeos, apresentações, textos, áudios e outros formatos, desde que sejam breves. É importante destacar, novamente, que existem diferenças entre mobile leaning e e-learning, que devem ser conhecidas pelo gestor responsável.

Jogos de escape

Os jogos de escape estão cada vez mais presentes nas empresas, pois incentivam o trabalho em equipe, o raciocínio lógico e o desenvolvimento pessoal.

Algumas empresas desenvolveram jogos em que os participantes entram em uma sala e lá devem resolver problemas, buscar dicas e desvendar mistérios para conseguir escapar ou descobrir um segredo.

Nesse caso, os jogos saem do mundo virtual e migram para o real para ajudar a desenvolver habilidades como o trabalho em grupo, a paciência e o equilíbrio emocional. Além de tudo, eles são interessantes e divertidos de praticar.

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O que considerar na escolha do programa de treinamento

Embora muitas empresas sejam avessas à tecnologia por pensar que as pessoas não a utilizam como um instrumento de estudo, os números mostram que essa cultura está mudando.

O estudo da ABTD mostra que o absenteísmo tem caído — ou seja, as pessoas têm comparecido mais aos treinamentos propostos. Em 2016, o índice de absenteísmo foi de 12%, apresentando uma melhora de nove pontos percentuais.

A escolha do melhor programa de treinamento depende de algumas variáveis, como o perfil dos funcionários, o orçamento disponível e a flexibilidade de tempo. Em primeiro lugar, um bom programa de T&D é plural — isto é, ele aproveita plataformas online e offline para desenvolver os talentos.

Então, deve-se mesclar as ferramentas já apresentadas, visando oferecer múltiplas oportunidades de capacitação aos profissionais. O orçamento é outro fator essencial.

É preciso equilibrar os desenvolvimentos que envolvem custos elevados — como participação em workshops e palestras — com programas que oferecem pouco ou nenhum custo à firma, como as pílulas diárias ou treinamentos colaborativos. Assim, é possível manter a saúde financeira do negócio.

No final das contas, o que mais importa não é o formato do treinamento adotado, mas sua capacidade de desenvolver as competências adequadas em cada colaborador, capacitando-os para que entreguem resultados exponenciais no trabalho.

É preciso ter em mente que investir no colaborador é a chave para empresas mais inovadoras, lucrativas e competitivas no mercado, pois elas conseguem atrair e reter pessoas acima da média. Logo, também será possível otimizar a longevidade do negócio.

Agora que você conhece um pouco melhor os diversos tipos de treinamento, aproveite para seguir as nossas páginas no Facebook e no LinkedIn e ficar por dentro das novidades!